A prisão ocorreu na tarde desta sexta-feira (4), na residência do casal, localizada no Parque Furquim. De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, a vítima, de 40 anos, relatou ter sido agredida fisicamente com socos na cabeça, chutes nas pernas e esganadura pelo marido, que tentava vender objetos da casa para comprar entorpecentes.
Segundo o depoimento da mulher, o agressor a encurralou na porta do banheiro portando uma faca. Enquanto ela tomava banho, o homem afirmou que ela tomaria um "banho de sangue" assim que saísse do chuveiro e ameaçou "rachar" sua cabeça caso não recebesse dinheiro. Temendo por sua vida, a vítima acionou a Polícia Militar.
O histórico do casal aponta para um ciclo de violência recorrente. Eles iniciaram o relacionamento amoroso em dezembro de 2025. No final de janeiro de 2026, após sofrer agressões e ameaças, a mulher registrou queixa na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e obteve medidas protetivas de urgência deferidas no dia 31 de janeiro. Contudo, sob promessas de mudança de comportamento, os dois reataram cerca de duas semanas depois. Nova agressão física ocorreu em junho de 2026, mas não foi comunicada à polícia na ocasião.
A decisão de pôr fim definitivo ao relacionamento ocorreu no último domingo (30), devido ao vício do suspeito, que estava vendendo utensílios domésticos. A partir de então, o homem passou a perseguir a esposa, chegando a desligar a energia elétrica da residência e a procurá-la em seu local de trabalho.
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Em depoimento à Polícia Civil após ser detido, o investigado negou as agressões físicas e alegou que houve apenas uma discussão com ofensas mútuas. Ele confirmou que tinha conhecimento das medidas protetivas vigentes, mas ressaltou que reatou a convivência consensual com a esposa logo após ser intimado.
A Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, visando garantir a segurança da vítima.



